significado-das-pedras
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  • Significado das pedras
  • As pedra e os signos
  • Símbolos e amuletos

 

Ágata

Ágata: formada em cavidades com lava de vulcões solidificada, suas faixas geralmente seguem os contornos da cavidade onde se formou. A ágata com faixas em forma de ângulo é chamada de “fortificação”, por lembrar a vista aérea de uma fortaleza antiga. A maioria das ágatas brasileiras são desse tipo. De acordo com o formato das faixas, a ágata pode ser “rendada”, “musgo” ou “dendrítica”. Existe, também, a “ágata de fogo”, com cores iridescentes e brilhantes. É uma pedra associada à calma, suavidade, equilíbrio emocional e harmonização das energias yin e yang (forças positiva e negativa da natureza).

 

Água marinha

Variedade mais comum do mineral berilo, nos tempos antigos, era o talismã dos marinheiros contra afogamentos. Eram comuns, na Grécia, os amuletos de água marinha entalhados com imagens de Posêidon, deus dos mares. Considerada a pedra da coragem e da tolerância.

 

Ambar

Âmbar: o âmbar é uma gema de origem orgânica. Trata-se de uma resina de árvores fossilizadas, possivelmente coníferas já extintas. Por ser um fóssil, pode ter incrustados restos de plantas e animais e pode ser transparente ou opaco. É utilizado desde 3.000 anos a.C. Durante muito tempo, a costa báltica da Europa foi a maior fonte de âmbar, conhecido como “âmbar báltico”. É considerada uma pedra de proteção, estabilidade, motivação, intelecto, expressão criativa, tranquilidade, confiança, altruísmo e sabedoria. É indicada pelos terapeutas de cristais para problemas de garganta, gastrintestinais e alívio do estresse, sendo utilizada tradicionalmente para tratar e acalmar bebês.

 

Ametista

Seu nome deriva da palavra grega “amethustos”, que significa “não bêbado”, referência à antiga crença de que protegia da embriaguez. Usada na Mesopotâmia (atual Iraque) e Egito desde a antiguidade. Na Idade Média, um anel de ametista fazia parte do traje de gala dos bispos da igreja católica. Até hoje, os lapidadores usam a expressão “grau de bispo” para se referir às ametistas mais valiosas. É considerada a pedra da espiritualidade, da percepção, da cura e da purificação.

 

Ametrino

Chama-se “ametrino” à formação rochosa em que aparece ametista e citrino na mesma pedra. Nessas situações, a gema é lapidada de tal forma que mantenha partes de ametista e partes de citrino e as colorações violeta e amarela/mel na mesma peça. 

 

Amonite

(ou Amonita): gema de origem orgânica (fóssil da concha moluscos extintos, antepassados do nautilus), de cor iridescente e muito valorizada.

Aragonita: encontrada como cristal ou estalactite, também é produzida biologicamente e constitui a concha de muitos moluscos marinhos. O nome vem do local onde foi descoberta: Aragão, na Espanha.

 

Azeviche

Encontrado em entalhes em cavernas desde a pré-história, na idade média o azeviche era bebido em pó com água ou vinho em função dos poderes medicinais que lhe eram atribuídos. Ocorre em rochas marinhas derivadas de madeira fossilizada.

 

Calcedônia

Usada há séculos na joalheria em camafeus e entalhes.

 

Calcita:

Formada pelo carbonato de cálcio, pode aparecer como cristal, mármore ou travertino.

Usada há séculos na joalheria em camafeus e entalhes.

 

Citrino:

Formada pelo carbonato de cálcio, pode aparecer como cristal, mármore ou travertino.

Usada há séculos na joalheria em camafeus e entalhes.

 

  Conchas:

Conchas são materiais minerais gerados por processos orgânicos. Aparecem em várias espécies de moluscos e são utilizadas como ornamento há milênios. É o caso das conchas de nautilus e abalone.

 

Coral:

Gema de origem orgânica (é o material que compõe o esqueleto dos pólipos de corais marinhos). No passado, ornamentava escudos e capacetes na Europa Ocidental.

 

Cornalina:

Usada como pedra preciosa e talismã desde o quarto milênio a.C. Peças trabalhadas foram encontradas em civilizações do mundo antigo (Mesopotâmia, Creta, Egito, Fenícia, Grécia e Roma). Imaginava-se que a pedra “acalmava o sangue” e os ânimos. Acreditava-se que seu possuidor teria coragem nas batalhas e que ela tornava eloquentes os oradores tímidos.

 

Crisoprásio:

É a variedade verde da calcedônia, usada pelos antigos gregos e romanos. É considerada a pedra da esperança, do amor pela verdade e dos estados meditativos. Também é considerada a pedra da fidelidade.

 

Cristal de rocha ou Cristal:

é o quartzo em sua forma transparente e incolor. O nome é derivado da palavra grega “krystalos”, que significa “cristal límpido como água”. Na Roma Antiga, acreditava-se que o cristal de rocha era gelo congelado demais para derreter. Era usado em culturas tradicionais como os aborígenes australianos e os indígenas norteamericanos como um talismã para estimular visões. É considerado uma pedra de cura.

 

Diamante:

Reconhecida deste a antiguidade como o mais duro dos minerais, seu nome vem da palavra grega “adamas”, que significa “inconquistável”. Há milênios, é a pedra da riqueza, associada, também, à pureza, abundância e à lucidez.

 

Esmeralda:

Extraída desde 1300 a.C., era usada pelos egípcios como símbolo de vida e fertilidade. Na Europa, acreditava-se que prevenia a epilepsia. Hoje é considerada a pedra da inspiração, paciência, lealdade, clarividência e sabedoria. Também é chamada a “pedra do amor bem sucedido”, e, em tempos antigos, acreditava-se que a esmeralda mudava de cor quando ocorria infidelidade no casal.

 

Espinélio:

Extraída desde 1300 a.C., era usada pelos egípcios como símbolo de vida e fertilidade. Na Europa, acreditava-se que prevenia a epilepsia. Hoje é considerada a pedra da inspiração, paciência, lealdade, clarividência e sabedoria. Também é chamada a “pedra do amor bem sucedido”, e, em tempos antigos, acreditava-se que a esmeralda mudava de cor quando ocorria infidelidade no casal.

 

Granada:

É uma variedade de diferentes pedras, sendo muito conhecida a variedade vermelho sangue (chamada piropo). O nome deriva do latim, “granatus” (grão). É considerada um talismã de proteção com propriedades energizantes, regeneradoras e revitalizadoras.

 

Hematita:

Seu nome vem do grego “haimatitis” e significa “vermelho sangue”, alusão à cor de seu pó. Usada como amuleto para proteger contra hemorragias e doenças do sangue. É relacionada, pelos místicos, à proteção, harmonização, confiança, segurança e à força de vontade.

 

Howlita:

Seu nome deriva de Henry How, químico mineralogista canadense que descobriu essa gema. É considerada a pedra da calma, da memória, do conhecimento e da meditação.

 

Jade:

Seu nome deriva de Henry How, químico mineralogista canadense que descobriu essa gema. É considerada a pedra da calma, da memória, do conhecimento e da meditação.

 

Jaspe:

Usado na joalheria e em ornamentos desde a Idade da Pedra. Era considerado um símbolo do parto pelos babilônicos. É conhecido ainda hoje pelos místicos como “a suprema pedra nutriz”, cujas propriedades promovem tranquilidade, determinação, coragem e imaginação.


Lápis lazúli:

Seu nome deriva de Henry How, químico mineralogista canadense que descobriu essa gema. É considerada a pedra da calma, da memória, do conhecimento e da meditação.

 

Madrepérola:

Também chamada de nácar, é a substância formada pela conchiolina e aragonita, que reveste a concha de alguns moluscos.

 

Malaquita:

Era usada como cosmético e pigmento pelos Egípcios desde 3.000 a.C. Já os gregos a utilizavam como amuletos para crianças e, na Itália, era um popular talismã para afastar o “mau olhado”. É considerada pelos místicos a pedra de transformação e da imaginação.

 

Obsidiana:

N é uma pedra, mas um vidro natural de origem vulcânica. Origina-se com a solidificação rápida da lava. Pode ter incrustações e bolhas de ar, como acontece com a “obsidiana floco de neve”. É mais dura do que o vidro e, quando lascada, possui bordas cortantes, tanto que era usada por povos da antiguidade como armamento (lanças, facas, pontas de flecha) e até hoje há cirurgiões que utilizam e preferem bisturis de obsidiana. Também é usada como ornamento desde tempos imemoriais e hoje é considerada pelos místicos uma pedra de cura e proteção, um verdadeiro escudo contra a negatividade.

 

Olho de tigre:

Apresenta uma ou mais faixas luminescentes que lembram o olho de um tigre ou gato quando cortado em cabochão. É uma pedra protetora usada tradicionalmente como talismã.

 

Onix:

O nome vem do grego “onux”, que significa “unha” ou “garra”, referência às faixas brancas que podem aparecer em meio à pedra negra de ônix. Pode também ter outras colorações e suas faixas podem ser vermelhas, brancas ou marrons (chamado “sardônix”). É considerada uma pedra do poder e a pedra da autoconfiança.

 

Opala:

Seu nome vem do termo romano “opalus”, que significa pedra preciosa. Na Idade Média, era considerada a “pedra da sorte”. Hoje é vista como a pedra de originalidade e da criatividade. Existem muitas variedades de opala, desde a “opala comum”, que é a forma mais frequente, até gemas raras de opala preciosa, como a “opala de fogo”, “opala branca”, “opala negra”, “opala boulder” e “opala chocolate”, caracterizadas por manchas coloridas e fosforescentes na pedra.

 

Pedra da lua:

Variedade do mineral feldspato, tem um brilho azulado (adularescência). Os antigos romanos a relacionavam às divindades lunares e acreditavam que a pedra era feita de raios de lua solidificados. Alguns indianos acreditam que, durante a lua cheia, colocar uma pedra na lua na boca permite prever o futuro amoroso. A pedra da lua ficou muito conhecida depois que o francês René Lalique e outros ourives do movimento Art Nouveau criaram joias de pedra da lua na virada do século XIX para o XX. É considerada “a pedra dos novos começos”, da intuição e do ciclo de mudança.

 

Pedra de sangue ou heliotrópio:

Uma das primeiras gemas e talismãs usados pelo homem, acreditava-se, até o século I a.C., que protegia da trapaça e preservava a saúde. Na Idade Média, era usada em esculturas religiosas que representavam o flagelo e o martírio. Também se acreditava que prevenia hemorragias, especialmente nasais e inflamações e repelia a raiva e a discórdia. Seu nome é uma referência às manchas vermelho escuras que possui.

 

Pedra do sol:

Pedra com aparência faiscante e brilho avermelhado. Considerada a pedra da alegria de viver, é uma pedra vibrante, inspiradora e iluminada.

 

Pedra estrela:

Caracterizada pelos pontos de luz azulada sobre um fundo escuro, lembrando uma noite estrelada, é produzida artificialmente pela modificação de outras gemas naturais.

 

Pérola:

Formação de nácar ou madrepérola (conchiolina e aragonita) em torno de uma partícula estranha introduzida no espaço entre o corpo de um molusco e a sua concha. Acredita-se que as pérolas sejam cultivadas pelo homem desde o século XIII na China.

 

Quartzo fumê:

Quartzo fumê ou esfumaçado é a variedade marrom do quartzo.

 

Quartzo leitoso ou quartzo neve:

varia de branco a cinzento, podendo ser encontrado também em cor creme. É translúcido ou quase opaco em função de bolhas de ar microscópicas na estrutura cristalina. Conforme seu corte, produz um brilho opalescente e assemelha-se à opala. Com base na tradição dos índios americanos, cristais leitosos são chamados de “femininos”. É, também, a pedra da cooperação.

 

Quartzo rosa:

Entalhado desde a antiguidade, pode ser transparente ou opaco. É considerado a pedra do amor incondicional e da cura emocional.

 

Quartzo rutilado:

É um cristal de quartzo com inclusões de rutilo (dióxido de titânio) em forma de agulhas douradas, vermelhas ou pretas ou “borrifos” aleatórios. É considerada a pedra da energia e do crescimento espiritual por conter rutilo em seu interior.

 

Quartzo verde:

gema considerada a “pedra da saúde”.

 

Rodocrosita:

É um cristal de quartzo com inclusões de rutilo (dióxido de titânio) em forma de agulhas douradas, vermelhas ou pretas ou “borrifos” aleatórios. É considerada a pedra da energia e do crescimento espiritual por conter rutilo em seu interior.

 

Rubi:

Variedade vermelho escura do coríndon, é considerada pelos místicos a pedra do vigor, da energia e do equilíbrio.

 

Rutilo:

o nome vem do latim, “rutilis”, que significa “reluzente”. Caracteriza-se por cristais que lembram agulhas douradas incrustadas no quartzo, usado como ornamento desde a antiguidade. É considerada a pedra da energia e do crescimento espiritual.

 

Safira:

até o século XIX, o termo “safira” era usado apenas para a cor azul da pedra “coríndon”. Atualmente, as outras tonalidades de coríndon também são chamadas safiras, exceto o rubi (que é o coríndon vermelho escuro). Na Grécia antiga e na Europa medieval, acreditava-se que a Safira azul curava doenças oculares e libertava prisioneiros. No Oriente, era considerada protetora contra “o olho do mal”.

 

Selenita:

tem seu nome derivado da palavra “Selene”, que significa “a lua”. Além da luminescência lunar dos cristais de selenita, o nome refere-se a antigas crenças de que seus cristais “cresciam” ou “minguavam” conforme as fases da lua. É considerada a pedra da serenidade.

 

Sodalita:

: o nome remete ao sódio, presente em sua composição. Assim como o lápis lazúli, pode ter veios brancos (calcita) ou marrons (incrustações de outros minerais). Muito confundida com o lápis lazúli, sua cor azul é menos intensa. Considerada a pedra da lógica, da intuição e da percepção. No mesmo grupo da sodalita, está a Haynita, pedra semelhante cujo nome deriva de seu descobridor, o mineralogista francês René Just Haüy.

 

Topázio:

: acredita-se que o nome venha do sânscrito, em que “tapaz” significa “fogo”. O topázio é uma pedra muito refrativa e brilhante. É considerada a pedra da empatia e da suavidade.

 

Turmalina:

as turmalinas são um extenso grupo de silicatos que assumem várias cores, sendo as mais conhecidas a verde e a negra. É considerada pelos místicos uma pedra de purificação, que afasta as energias negativas.

 

Turquesaa:

foi a primeira gema a ser garimpada. Na Mesopotâmia (hoje Iraque), foram encontradas contas (esferas) de turquesa datadas de 5.000 a.C. A gema foi levada para a Europa por viajantes da Turquia, daí a origem do nome “turquoise”, que quer dizer “turco”. Considerada uma pedra da cura e do bem estar, era usada como amuleto desde a antiguidade. Assim como ocorria com a Esmeralda, acreditava-se que, quando a turquesa mudava de cor, estava ocorrendo infidelidade no casal. No entanto, devido à maciez e porosidade, pode perder sua cor ou manchar quando em contato com cremes e cosméticos.

 

Selenita:

tem seu nome derivado da palavra “Selene”, que significa “a lua”. Além da luminescência lunar dos cristais de selenita, o nome refere-se a antigas crenças de que seus cristais “cresciam” ou “minguavam” conforme as fases da lua. É considerada a pedra da serenidade.

 

Referências:
Bonewitz, R. L. Gemas e pedras preciosas. Barueri: Disal Editora: 2013.
Hall, J. A bíblia dos cristais: o guia definitivo dos cristais. São Paulo: Editora Pensamento, 2008.

                                           

ÁRIES:

ágata de fogo, água marinha, ametista, citrino, cornalina, diamante, espinélio laranja, granada, jaspe, pedra de sangue, rubi, topázio e turmalina cor de rosa.


TOURO:

água marinha, diamante, esmeralda, espinélio preto, lápis lazúli, malaquita, olho de tigre, quartzo rosa, safira, selenita, turmalina e topázio.


GÊMEOS:

ágata, água marinha, calcita, citrino, espinélio azul, obsidiana verde, olho de tigre, quartzo rutilado, safira, topázio e turmalina verde.


CÂNCER:

ágata musgo, ágata de fogo, ágata dendrítica, âmbar, berilo, calcedônia, calcita, cornalina, esmeralda, espinélio marrom, opala, pedra da lua, rubi e turmalina cor de rosa.


LEÃO:

ágata de fogo, âmbar, citrino, esmeralda, espinélio amarelo, granada, olho de gato, olho de tigre, ônix, quartzo, rodocrosita, topázio, turmalina verde, turmalina cor de rosa e turquesa.


VIRGEM:

ágata musgo, amazonita, âmbar, citrino, cornalina, granada, opala, pedra da lua, quartzo rutilado, safira, sardônix, sodalita e topázio azul.


LIBRA:

água marinha, ametrina, esmeralda, espinélio verde, jade, lápis lazúli, opala, pedra da lua, pedra de sangue, pedra do sol, safira e turmalina verde.


ESCORPIÃO:

água marinha, berilo, esmeralda, espinélio vermelho, granada, malaquita, obsidiana, pedra da lua, rodocrosita, rubi, turmalina verde e turquesa.


SAGITÁRIO:

ágata rendada azul, ametista, calcedônia, espinélio azul escuro, granada, lápis lazúli, malaquita, obsidiana floco de neve, quartzo fumê, rubi, sodalita, topázio, turmalina cor de rosa e turquesa.


CAPRICÓRNIO:

âmbar, aragonita, azeviche, cornalina, granada, malaquita, ônix, quartzo, rubi, turmalina verde, turmalina negra e turquesa.


AQUÁRIO:

água marinha, ametista, âmbar, obsidiana azul e pedra da lua.

 


PEIXES:

ágata rendada azul, água marinha, ametista, calcita, pedra da lua, pedra de sangue, pedra do sol e turquesa.


Referências:
Hall, J. A bíblia dos cristais: o guia definitivo dos cristais. São Paulo: Editora Pensamento, 2008.


ÁRVORE DA VIDA


Presente em várias culturas da antiguidade, a mais conhecida é a árvore da vida dos assírios. Era associada à deusa Ishtar, divindade da fertilidade e da destruição. Tem a ver com a continuidade da vida e com processos de destruição (do que já passou) e reconstrução/renovação. Na tradição Cristã, a árvore da vida seria uma das duas árvores colocadas por Deus no Jardim do Éden. Ela teria sido criada antes mesmo da criação do primeiro homem, Adão. A outra árvore, a do Conhecimento do bem e do mal, foi aquela cujo fruto causou a expulsão de Adão e Eva do paraíso. De modo geral, considera-se a árvore da vida um símbolo sagrado, associado à fertilidade, à vida eterna e à criação do universo. Pelo seu simbolismo, tem sido utilizada como amuleto, além de ser uma bela representação da conexão entre o céu, a terra e o submundo. O céu é representado pelas folhas, que buscam a luz, a terra é representada pelo tronco, e as raízes aparentes são a conexão com o submundo.


FERRADURA


Simboliza a sorte, a energia positiva e a proteção. Seu uso como amuleto teve origem na
Grécia Antiga. Os gregos consideravam o ferro o mais poderoso dos elementos. Agricultores colocavam ferraduras acima da porta da casa, do celeiro e do estábulo porque acreditavam que afastava os maus espíritos. Também os ciganos utilizam a ferradura como talismã para afastar o azar. Enquanto estes a utilizam com as pontas viradas para o céu, de modo a conservar a sorte, os espanhóis a utilizam com as pontas para baixo, com o mesmo objetivo. Uma lenda associada à ferradura é a história do arcebispo de Canterbury, monge cristão que viveu entre 924 e 988. Conhecedor da metalurgia, um dia o arcebispo teria vencido o diabo agredindo-o com objetos de ferro. O monge prometeu que soltaria o demônio se ele não aparecesse em casas com uma ferradura na porta.

 

FLOR DE LÓTUS


É um símbolo presente em várias culturas, com uma ampla gama de significados. No Budismo, significa “o coração fechado” que se abre depois de desenvolver as virtudes de Buda. O lótus dourado na mão esquerda de Buda significa a pureza e o esclarecimento. Além de Buda, outros deuses da mitologia hindu se relacionam à flor de lótus: Brahma (o criador) nasce do umbigo de Vishna, emergindo em um lótus de mil pétalas. Já Surya (deus do sol) é retratado com duas flores de lótus ao seu lado, simbolizando o esclarecimento. A flor é representada tradicionalmente com oito pétalas (as oito direções do espaço). Na Índia, China, Japão e Egito simboliza criação, fertilidade e, sobretudo, pureza. Emerge em águas sujas, turvas e estagnadas sem se sujar (a raiz está na lama, o caule na água e a flor ao sol). Assim, a mitologia hindu considera que a flor de lótus simboliza a beleza interior porque vive no mundo (as águas sujas e lamacentas) sem se ligar àquilo que a rodeia (daí representar a pureza). Também associam a flor ao crescimento espiritual, já que ela “surge da obscuridade para desabrochar em plena luz”. Na mitologia egípcia, simboliza o nascimento e o renascimento (porque abre e fecha de acordo com o sol). Na mitologia grega, representa os desejos não revelados. É referenciada na Odisseia de Homero, poema épico em que Ulisses (ou Odisseu) e seus companheiros chegam à Ilha Lotófagos (cujos habitantes se alimentam de flores de lótus). Depois de comerem a flor, que tem efeitos alucinógenos, os companheiros de Ulisses esquecem de regressar ao navio. Após conseguir levá-los de volta, Ulisses os amarrara para que não retornem à ilha. Por fim, a flor de lótus é também usada em mandalas como símbolo de harmonia cósmica. Tem sido utilizada por pessoas depois de passarem um momento difícil em suas vidas.

MÃO HAMSÁ (CHAMSÁ) OU MÃO DE FÁTIMA


Símbolo Islâmico que aparece em várias mesquitas. Em árabe, “Hamsá” significa “cinco” (os cinco dedos da mão), que representam os cinco pilares do Islamismo (Shahada: fé, Salat: oração, Zakat: caridade, Sawm: jejum e Haji: peregrinação). Também é conhecida como “Mão de Fátima” (nome de uma das filhas do profeta Maomé, venerada no Islamismo como Maria no Cristianismo). Fátima, a mulher sem pecados, seria um modelo para as mulheres muçulmanas. Algumas vezes, a Hamsá é representada com um olho na palma da mão. Nesses casos, é considerada um amuleto de proteção contra a inveja e as energias negativas.

OLHO

Considerado universalmente o símbolo da percepção intelectual e da clarividência. Refere-se à integração do “olho dos sentidos” e do “olho do coração”. Em muitas culturas orientais, o olho direito representa o sol (atividade/futuro) e o esquerdo a lua (passividade/passado). A função do “terceiro olho” (olho de Shiva) seria unificar atividade/passividade e passado/futuro, simbolizando a visão interior. Para o filósofo romano Plotino, o processo de ver (e o olho, por extensão) simboliza o conhecimento.

OLHO DE HÓRUS

Símbolo egípcio que representa força, poder, coragem, proteção, clarividência e saúde. Na mitologia egípcia, para vingar a morte de seu pai, Hórus enfrenta Seth, o deus do caos. Como consequência da luta, Hórus perde o olho esquerdo, substituído por um amuleto de serpente. Por esse motivo, o olho de Hórus tornou-se símbolo de proteção, talvez o mais utilizado no Egito para poderes curativos. O símbolo é um olho humano, composto de pálpebras, íris e sobrancelha. As linhas abaixo figuram as lágrimas que simbolizam a dor na batalha em que Hórus perdeu o olho. A forma como é representado está associada a alguns animais adorados pelos egípcios, como o gato, o falcão e a gazela. O olho reproduz o olhar do deus Hórus: o olho da justiça. Denominado também de "udjat" (olho direito ou o sol) e "wedjat" (olho esquerdo ou a lua), os dois olhos juntos simbolizam o universo. Esse conceito aproxima-se do símbolo do Tao, Yin e Yang, em que um é o Sol, o outro a Lua, e juntos formam as forças do universo.


OLHO GREGO ou OLHO TURCO ou OLHO AZUL

Amuleto que se destina a proteger contra “o mau olhado”. É muito utilizado na Turquia, em escritórios, residências, veículos e joias (inclusive para bebês). Geralmente feito em vidro, assemelha-se a uma gota com círculos concêntricos nas cores azul escuro (ou preto), azul claro, branco e azul escuro (ocasionalmente com um círculo de bordas amarelas/douradas). Simboliza a sorte, a energia positiva, a limpeza, a saúde, a luz, a paz, a proteção, bem como o olhar divino que protege as pessoas contra os males e a inveja. Muitas vezes o olho grego aparece junto a uma ferradura (outro símbolo de proteção). Muitas culturas utilizam o símbolo, mas foi inicialmente a islâmica que primeiro o utilizou como objeto de proteção, utilizado em todos os países árabes. Também simboliza a clarividência.


OLHO QUE TUDO VÊ ou OLHO DA PROVIDÊNCIA

O olho que tudo vê ou olho da providência, é muitas vezes representado dentro de um triângulo. Significa o conhecimento divino sobre todas as coisas ou a onisciência. O triângulo, segundo historiadores, pode referir-se à Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), pelo menos segundo na perspectiva cristã. Muitas vezes, esses triângulos vêm também acompanhados de desenhos de raios, que remeteriam à glória de Deus. O símbolo teria aparecido em 1525, na pintura “A Ceia em Emaús”, do pintor italiano renascentista conhecido como Pontormo (que, na verdade, chamava-se Jacopo Carucci, 1494 – 1556). O olho que tudo vê pode aparecer associado a outras simbologias, como a Hamsá e o Olho de Hórus. Também é um dos símbolos da Maçonaria (em que faz referência a Deus como o “grande arquiteto”, que observa o comportamento dos membros da loja maçônica) e teria sido um dos símbolos dos Illuminati (sociedade secreta que nasce na Alemanha, em 1776, para dissipar ideias iluministas). Nesse caso, o olho ficaria acima de uma pirâmide, representando que apenas alguns poucos iluminados ou esclarecidos, ficariam no topo. Essa mesma imagem estampa a nota de 1 dólar americano. No entanto, o uso do Olho que tudo Vê pelos Illuminati nunca foi comprovado e ainda é uma hipótese.

PIMENTA


Simboliza a energia, a proteção, a prosperidade, a sorte, a sensualidade, a sexualidade. Muitas culturas utilizam a pimenta como amuleto da sorte contra as energias negativas. A crença é que suas características (sabor marcante e coloração forte) afastam os maus espíritos, o mau olhado e a inveja. Os pés de pimenta plantados nas portas das casas simbolizam a proteção, a sorte e a prosperidade. Caso a planta morresse, acreditava-se que a energia estivesse muito carregada, tendo a pimenteira a característica de absorver o "olho gordo". Na Umbanda, é considerada um alimento quente e, por isso, associada ao fogo e utilizada por mentores espirituais como Preto Velho e Exu, com o intuito de renovação espiritual e limpeza de energias. Além da proteção, associa-se à sensualidade.
Por ser de coloração forte, viva e possuir ardor incomparável, é associada aos desejos carnais, tanto que a expressão "picante" denota prazer e excitação.

TREVO DE QUATRO FOLHAS ou TREVO DA SORTE

Simboliza especialmente a sorte. A cada folha é atribuído um significado: esperança, fé, amor e sorte, ou as quatro fases da lua, as quatro estações do ano, os quatro elementos da natureza. Também conhecido como “trevo da sorte”, esse nome decorre da dificuldade em ser encontrado. Acreditava-se que a pessoa que encontrasse um trevo de quatro folhas teria chance de ver as fadas e, consequentemente, muita sorte e sucesso na vida. Na Mitologia Celta, os Druidas, filósofos e conselheiros da sociedade, acreditavam que o trevo de quatro folhas simbolizava a boa fortuna e quem o possuísse passaria a ter a sorte dos deuses e os poderes da floresta.

YIN YANG

Símbolo taoísta associado ao “princípio gerador de todas as coisas do universo”, a partir da união de duas energias opostas e complementares entre si: o positivo e o negativo. Conhecido como diagrama do Tai-chi ou Tei-Ji, é representado por um círculo dividido por uma linha sinuosa, nas cores preto e branco, onde Yin é a metade preta, enquanto o Yang a metade branca. Nesse jogo harmonioso, ambos possuem uma outra esfera pequena em seu interior, porém de cor oposta, simbolizando o germe do outro, união e equilíbrio de forças opostas, complementares e inseparáveis em tudo que existe. Na filosofia chinesa, Yin é o feminino, a terra, o escuro, a noite, o frio, a lua, o princípio passivo. Yang é o masculino, o céu, a luz, o dia, o quente, o sol, o princípio ativo. Juntos eles compõem a totalidade equilibrada do mundo. Sete leis compõem os princípios do Yin e do Yang: 1. Todas as coisas são diferentes manifestações de uma unidade infinita; 2. Nada é estático: tudo se transforma; 3. Todos os antagonismos são complementares; 4. Não existem duas coisas absolutamente iguais; 5. Tudo possui frente e verso; 6. Quanto maior a frente maior o verso; 7. Tudo que tem início tem fim. Essencialmente, o símbolo remonta ao equilíbrio da unidade que surge a partir da atração e da harmonia desses polos opostos.